Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas

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O sonho cor-de-rosa

Pior que ir a Roma e não ver o Papa é ir ao Maranhão e não conhecer Jesus. No caso, o Guaraná Jesus, refrigerante que já faz parte do folclore e das atrações turísticas anunciadas até por agências de viagens. Totalmente integrada à cultura local, a bebida virou uma instituição maranhense tão sólida que já detém 16% de participação no mercado de refrigerantes do estado.

Uma das lendas que cercam o Guaraná Jesus está exatamente na sua criação, que teria ocorrido por acidente, em 1920. O farmacêutico Jesus Norberto Gomes importara uma máquina de gaseificação para produzir, sem sucesso, magnésia fluida, um remédio então na moda para combater a acidez estomacal, a chamada queimação. Jesus decidiu então fazer uma bebida para os netos, utilizando 17 ingredientes que descobrira em viagens pela Amazônia. O resultado foi a bebida cor-de-rosa, com sabor de canela e cravo, que foi batizada com o sacrossanto nome de seu criador.

Em 2002, o Guaraná Jesus, que nunca teve a sua fórmula modificada, foi incorporado à Companhia Maranhense de Refrigerantes, franqueada da Coca-Cola, que já fazia o engarrafamento da bebida desde 1981.

A Controvérsia

Um fato curioso envolve o criador do Guaraná Jesus. O farmacêutico Jesus Norberto Gomes era ateu e foi excomungado pela Igreja depois de uma rixa com um padre.

 

Guaraná Jesus, que teve a sua logomarca criada a partir da assinatura do seu inventor.



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