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DCI SP, 22/11/2004, Industria, A-8
DCI - SP, 22/11/2004, Industria, A-8Água Santa Catarina revitaliza marca para vender 30% mais
Lúcio Mattos
Com o objetivo de crescer acima da média do mercado brasileiro, a Água Santa Catarina resolveu revitalizar a marca e a embalagem. O resultado é uma expectativa de vender 30% mais água mineral em 2004, enquanto a projeção da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam) é de que o setor tenha vendas 12% maiores neste ano. A Água Santa Catarina é a maior no mercado catarinense - com uma participação de 20% - e responde por 3% da água mineral vendida no País. A empresa espera comercializar até 20 milhões de litros em 2004, segundo Sérgio Stangler, presidente da empresa.
Rótulos
Com a modificação nos rótulos e a adoção de garrafas PET mais transparentes para 1,5 litro e cinco litros a expectativa é ampliar a participação no mercado. Para 2005 o plano da engarrafadora é comercializar 50% mais água que neste ano, alcançando os 30 milhões de litros. Com a sua fonte localizada no município de Palhoça, na Grande Florianópolis, a Santa Catarina tem como principal foco o litoral catarinense, área de maior densidade populacional no Estado e que tem o consumo multiplicado durante a temporada de verão. "Excluindo três grandes marcas nacionais - Nestlé, Ouro Fino e Schincariol -, o negócio de água mineral é bem regional em todo o País", explica Stangler. "Além dos custos de frete há a limitação da fonte. Não é como no caso dos refrigerantes, que se pode abrir uma fábrica onde o consumo é maior". Stangler diz que o limite de atuação de uma marca de água mineral é um raio de 300 quilômetros a partir da fonte, sendo que dentro de 150 quilômetros os resultados são melhores. "A mais de 300 quilômetros de distância a comercialização só se faz rentável se houver uma rede de distribuição como a das empresas de refrigerante ou se houver um representante que consiga vender grandes volumes, para compensar o custo do frete", afirma ele.
Mercados
Por isso, cerca de 95% do faturamento da Águas Santa Catarina vem do mercado catarinense, com os outros 5% sendo completados pelas vendas no Rio Grande do Sul. Atualmente existem cerca de 25 engarrafadoras em Santa Catarina, todas com alcance regional. O estado tem as melhores fontes de água mineral do Brasil, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral. O mercado nacional de água mineral encerrou 2003 com 758 milhões de litros vendidos e um faturamento de R$ 348 milhões, de acordo com a Abinam. O consumo per capita anual está em torno de 23 litros. "O mercado vinha crescendo a uma média de 20% ao ano até 2002, mas deu uma desacelerada em 2003, quando avançou 15% e de novo este ano - projeção de crescer 12%", diz o presidente da Águas Santa Catarina. "Mas acredito que vamos voltar a avançar, porque a conscientização dos benefícios para a saúde do consumo de água mineral vem aumentando".
Embalagens
A maior preocupação do setor de água mineral é o alto custo das embalagens plásticas e das resinas para fabricação dos galões, segundo Sérgio Stangler, presidente da Águas Santa Catarina. Ele afirma que de dezembro de 2003 até este mês os preços dobraram e não há como repassar isso para o consumidor. Ele explica que os gastos com embalagem já respondem por cerca de 45% do total na planilha de custos da empresa. "Outros 42% são impostos, o que deixa cerca de 13% para outros custos fixos, como pessoal, por exemplo", diz Stangler. A alta nos preços internacionais do petróleo e a prática de preços internacionalizados na cadeia de plásticos são os motivos para a alta, explica o presidente da Águas Santa Catarina. "Mesmo com a reeleição de Bush e com a situação estável nos estoques norte-americanos de óleo não acredito em uma queda no preço do PET", diz Stangler. "E só a manutenção dos valores atuais já é um problema para nós".
